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Habitação em Portugal: Guia Completo para 2026

A habitação em Portugal atravessa um momento decisivo em 2026. Nos últimos anos, assistimos a alterações estruturais profundas – desde a escalada nos preços das casas em Portugal e nas rendas até mudanças legislativas que redefinem o arrendamento e a compra de habitação. Para quem procura comprar casa, arrendar ou investir no imobiliário Portugal, a dispersão e desatualização de informação transformam o que deveria ser um processo informado numa navegação às cegas.

Este guia completo sobre habitação em Portugal reúne dados atualizados de 2026, abrangendo panorama de mercado, evolução de preços, dinâmicas de arrendamento, programas de apoio público e previsões até 2027. Seja um jovem casal à procura da primeira habitação, uma família em mudança ou um investidor atento ao mercado imobiliário, aqui encontra orientação prática, clara e assente em números reais – de Lisboa ao Porto, do Funchal às regiões do interior. Com um foco especial em como alugar casa em Portugal em 2026, este guia também oferece dicas sobre os bairros em alta e as melhores estratégias para garantir um contrato vantajoso. Além disso, explora as implicações legais e fiscais do processo de arrendamento, proporcionando uma base sólida para uma tomada de decisão informada. Prepare-se para navegar pelo mercado com confiança e encontrar a opção que melhor se adapta às suas necessidades e orçamento. Além disso, o guia inclui uma análise das tendências de investimento, destacando oportunidades promissoras para quem deseja comprar t2 em lisboa 2026. Com informações detalhadas sobre o retorno de investimento em diferentes áreas urbanas, você poderá identificar os locais mais vantajosos para a aquisição do seu imóvel. Este recurso é essencial para garantir que você faça uma escolha fundamentada e consciente no competitivo mercado imobiliário português.

O objetivo é simples: equipá-lo com o conhecimento necessário para tomar decisões conscientes num dos investimentos mais importantes da sua vida, sem promessas irrealistas mas com claridade sobre o que esperar nos próximos meses.

Habitação em Portugal em 2026 exige atenção a preços estabilizados nos 3.019 €/m² (subida 6,8%), Euribor próxima dos 2%, rendas com actualização de 2,24% e novos apoios fiscais para jovens e senhorios.

Panorama da Habitação em Portugal em 2026: O Que Mudou?

O mercado da habitação em Portugal apresenta-se em 2026 com uma realidade contraditória: os preços continuam a subir, mas a confiança dos profissionais do sector está em mínimos. Segundo o idealista, o preço mediano das casas atingiu 3.019 € por metro quadrado em dezembro de 2025, representando uma subida de 6,8% face ao ano anterior. Lisboa mantém-se como a zona mais cara, com valores de 5.995 €/m², seguida pelo Porto (3.885 €/m²) e Funchal. As previsões para o próximo ano indicam que, apesar do aumento contínuo dos preços, a falta de oferta habitacional e a incerteza económica podem agravar a situação. Para muitos compradores, os preços das casas em Lisboa estão a tornar-se inatingíveis, levando a um desvio das atenções para mercados secundários. Assim, a dinâmica do mercado pode mudar, com um crescimento potencial em cidades menos desenvolvidas, à medida que os consumidores buscam alternativas viáveis.

Para quem procura comprar casa, as perspetivas apontam para uma valorização mais moderada nos próximos meses da habitação em Portugal, entre 6% e 8% ao longo de 2026, graças ao aumento gradual da oferta. Contudo, as zonas urbanas consolidadas continuarão a valorizar, enquanto áreas periféricas e do interior podem apresentar oportunidades com preços mais acessíveis.

No arrendamento, o cenário também exige atenção. As rendas podem ser atualizadas até 2,24% em 2026 nos contratos existentes há mais de um ano. Na prática, uma renda de 800 € mensais pode passar para cerca de 818 €, enquanto uma de 1.500 € pode atingir 1.534 €.

Quanto às taxas de juro, a Euribor deverá rondar os 2% ao longo de 2026, com os especialistas a não anteciparem cortes significativos por parte do BCE. Isto significa que quem tem crédito à habitação em Portugal com taxa variável não deve esperar grandes alívios na prestação mensal, mas também não enfrentará agravamentos substanciais.

A inflação prevista ligeiramente acima dos 2% e o crescimento económico moderado criam um contexto de maior estabilização, embora os desafios de acessibilidade à habitação em Portugal se mantenham para rendimentos médios.

Evolução dos Preços das Casas em 2025-2026

Os preços das casas em Portugal continuaram a trajetória ascendente em 2025, com aumentos que variam significativamente entre regiões. Os dados mais recentes apontam para uma valorização nacional de 6,8% ao longo de 2025, com o preço mediano a atingir 2.065 € por metro quadrado no segundo trimestre do ano. Esta subida reflete a pressão contínua da procura sobre uma oferta ainda limitada, particularmente nos principais centros urbanos.

Lisboa mantém-se incontornável no topo da habitação em Portugal: a capital regista um preço mediano de 5.995 €/m², consolidando a posição como o mercado mais caro do país. Para ter uma ideia prática, um apartamento T2 de 70 m² em Lisboa ronda agora os 420.000 € em valor mediano. O Porto surge em segundo lugar, com 3.885 €/m², enquanto o Funchal ocupa a terceira posição no pódio das cidades mais caras, evidenciando a crescente pressão imobiliária nas ilhas.

As disparidades regionais são notórias na habitação em Portugal: enquanto Lisboa e Porto concentram os valores mais elevados, outras regiões apresentaram taxas de crescimento superiores. Os Açores lideraram a valorização anual com 20,1%, seguidos pela Madeira (14,6%) e Alentejo (14,3%). Esta dinâmica reflete o movimento de procura para fora dos grandes centros, impulsionado por quem procura melhor qualidade de vida ou investimento em zonas emergentes. Além disso, essa tendência de valorização em regiões menos densamente povoadas pode favorecer o desenvolvimento de infraestruturas e serviços locais, atraindo ainda mais investidores e novos residentes. À medida que a procura por imóveis em áreas periféricas aumenta, os preços também tendem a subir, refletindo o interesse crescente por estas zonas. Novas oportunidades surgem para quem deseja diversificar seus investimentos; descubra os benefícios do ricavida.

O contexto de 2026 aponta para a continuação desta tendência de valorização da habitação em Portugal, embora a ritmo potencialmente mais moderado. A realidade prática é clara: comprar casa tornou-se progressivamente mais difícil, exigindo maior planeamento financeiro e, muitas vezes, compromissos geográficos para quem procura entrar no mercado. Além disso, muitos compradores têm optado por soluções de financiamento alternativas, como a procura de parcerias ou partilha de habitação, para viabilizar a sua entrada no mercado. Neste cenário desafiador, é fundamental que os vendedores também se preparem adequadamente para atrair potenciais compradores, considerando estratégias eficazes e lembrando-se de buscar dicas para vender sua casa. Assim, todos os intervenientes podem encontrar formas de adaptar-se a um mercado em constante evolução.

Mercado de Arrendamento em 2026: Dinâmicas e Atualizações

O mercado de arrendamento português continua a viver momentos desafiantes em 2026, marcado por tensões entre a oferta limitada e a procura persistente. Embora a dinâmica tenha registado algumas alterações face aos anos anteriores, arrendar casa mantém-se uma opção procurada tanto por jovens casais como por famílias em fase de transição ou emigrantes que regressam.

O coeficiente de atualização de rendas para 2026 da habitação em Portugal foi fixado em 1,0224, correspondendo a um aumento máximo de 2,24%. Este valor, determinado anualmente através da Lei n.º 6/2006, baseia-se numa fórmula que pondera 75% da variação média do índice de preços no consumidor (inflação) e 25% da variação da taxa de crescimento do PIB.

Na prática, uma renda de 600 € pode ser atualizada para 613,44 €, representando um acréscimo mensal de 13,44 €. Este aumento é significativamente inferior aos 6,94% aplicados em 2024, refletindo uma desaceleração da inflação.

Apesar do coeficiente oficial moderado, o mercado real da habitação em Portugal apresenta dinâmicas distintas. Novos contratos continuam a registar valores substancialmente superiores às atualizações legais, especialmente em áreas urbanas consolidadas como Lisboa, Porto e zonas costeiras. A pressão inflacionista acumulada dos últimos anos traduziu-se em rendas base já elevadas, tornando mesmo aumentos de 2,24% pesados para muitos agregados com rendimentos médios.

Simultaneamente, nota-se um aumento gradual da oferta de imóveis para arrendamento na habitação em Portugal, enquanto o mercado de compra demonstra maior estagnação. Esta tendência pode representar oportunidades para inquilinos atentos, particularmente em zonas menos centrais ou em negociações diretas com senhorios que privilegiem estabilidade contratual.

Comprar Casa em 2026: O Que Considerar

Comprar casa em 2026 exige atenção redobrada às condições de financiamento. As previsões apontam para uma Euribor estabilizada em torno dos 2% ao longo do ano, com projeções que indicam valores entre 2,10% e 2,17% dependendo do prazo. Esta estabilização representa uma boa notícia face aos picos observados em anos anteriores, mas significa que as prestações do crédito habitação já não vão baixar de forma significativa como aconteceu em 2025.

Na prática, quem contratar um novo empréstimo em 2026 vai encontrar taxas de juro que rondam os 2,85% para novos contratos, segundo dados recentes. Para um empréstimo de 150.000 € a 30 anos indexado à Euribor a 6 meses (o indexante mais usado em Portugal, com 38,5% dos contratos), isto traduz-se numa prestação mensal próxima dos 600 € na sua habitação em Portugal.

Importante: estes valores pressupõem estabilidade da Euribor, mas qualquer alteração nas decisões do Banco Central Europeu pode alterar o cenário.

O Banco de Portugal antecipa uma desaceleração do investimento em habitação em Portugal durante 2026, apesar da descida esperada da Euribor. Isto acontece porque os preços das casas continuam a subir, embora de forma mais moderada, e a capacidade de endividamento das famílias está pressionada.

Antes de avançar, simula diferentes cenários de taxas de juro e avalia o teu rácio de esforço: idealmente, a prestação não deve ultrapassar 35% do rendimento líquido mensal. Considera também que, além da prestação, tens custos iniciais como escritura, IMT e imposto de selo, que podem representar entre 7% a 10% do valor da habitação em Portugal.

Vender ou Arrendar em 2026: Análise de Mercado

Os proprietários enfrentam em 2026 uma decisão complexa no quadro da habitação em Portugal. Por um lado, a venda beneficia de preços históricos: Lisboa mantém-se nos 5.995 €/m² e o Porto atingiu os 3.885 €/m², com valorizações de 6,8% em 2025. Por outro, o arrendamento oferece rendas médias nacionais de 1.450 € (aumento de 7,4% face a dezembro de 2025), com procura sustentada pela escassez de oferta. Além disso, as tendências do mercado imobiliário indicam uma possibilidade de estabilização nos preços dos imóveis em 2027, o que pode influenciar a decisão dos proprietários. A análise dos dados também sugere que os investidores estão cada vez mais atentos às áreas com potencial de valorização, o que pode alterar o perfil da demanda. Dessa forma, a capacidade de adaptação às novas dinâmicas do mercado será crucial para maximizar o retorno sobre o investimento.

A confiança do mercado da habitação em Portugal, porém, estagnou. Os agentes imobiliários mostram-se menos otimistas no início de 2026 tanto para venda como arrendamento, refletindo incerteza face à evolução económica e às expectativas dos compradores. Esta cautela contrasta com a realidade de dois mercados paralelos: enquanto os preços de venda continuam em máximos históricos, as rendas crescem mais rapidamente que a valorização dos imóveis.

Do ponto de vista da rentabilidade da habitação em Portugal, arrendar gerou retornos médios de 6,5% no final de 2025, mas com disparidades regionais evidentes. Lisboa apresenta os yields mais baixos devido aos preços elevados, enquanto cidades como Bragança e Coimbra lideram os retornos. A DECO alertou que comprar para arrendar nas grandes cidades exige análise cuidadosa: os preços sobem mais depressa que as rendas, comprimindo margens.

A decisão ideal depende do perfil do proprietário. Vender maximiza ganhos imediatos num mercado historicamente valorizado, adequando-se a quem pretende liquidez. Arrendar privilegia rendimento recorrente e valorização futura, mas exige gestão ativa e exposição a riscos regulatórios.

Nas zonas premium de Lisboa e Porto, a equação torna-se mais apertada. No Interior e cidades médias, o arrendamento mantém atratividade pela combinação de yields superiores e procura crescente de habitação em Portugal.

Programas Habitacionais e Apoios Públicos em 2026

Em 2026, o Governo português mantém diversos apoios para facilitar o acesso à habitação em Portugal, tanto para arrendamento como para compra. O programa Porta 65 Jovem continua a ser a principal referência para quem tem entre 18 e 35 anos, subsidiando parte da renda mensal. Uma das novidades para este ano é a eliminação do limite máximo de renda como critério obrigatório, tornando o programa mais flexível e abrangente para diferentes realidades regionais.

Para inquilinos, os benefícios fiscais aumentaram na habitação em Portugal: a dedução à coleta do IRS pelos contratos de arrendamento subiu para 900 € em 2026, podendo chegar a 1.000 € em casos específicos. Já para senhorios, foi criado o conceito de “renda moderada” – contratos até 2.300 € mensais – que permite uma taxa de IRS reduzida de apenas 10%, em vez dos anteriores 25%. Esta medida aplica-se tanto a contratos novos como existentes, incentivando a colocação de casas no mercado de arrendamento a valores mais controlados.

No âmbito da oferta pública, o Orçamento do Estado para 2026 prevê 930 milhões de euros destinados a programas de promoção e reabilitação habitacional, com o objetivo de alojar mais 22 mil pessoas. Estes investimentos focam-se na construção de habitação pública e na reabilitação de imóveis degradados, visando aumentar a oferta disponível e pressionar os preços no médio prazo.

Adicionalmente, foram introduzidas reduções do IVA na construção de novos imóveis e reabilitações, medidas que procuram baixar os custos de produção e, consequentemente, tornar as casas mais acessíveis para quem procura comprar ou arrendar habitação em Portugal.

Novas Regras da Habitação em 2026: Rendas, Crédito e Impostos

O ano de 2026 traz um conjunto de alterações significativas no mercado da habitação em Portugal que afetam diretamente o bolso de quem quer comprar, arrendar ou investir em habitação. Conhecer estas mudanças é fundamental para tomar decisões informadas e aproveitar os benefícios fiscais disponíveis.

Fiscalidade para Senhorios: Taxa Liberatória a 10%

Uma das mudanças mais impactantes é a redução da taxa liberatória sobre rendimentos de arrendamento em habitação em Portugal, que desce de 25% para 10% para contratos com rendas até 2.300 € mensais. Este incentivo aplica-se tanto a novos contratos como aos já existentes, desde que cumpram o limite estabelecido.

Para um senhorio que receba 1.000 € mensais, isto significa pagar 100 € de IRS em vez dos anteriores 250 € – uma poupança anual de 1.800 €. A medida visa estimular a oferta de arrendamento a preços moderados.

IMT: Novos Limites e Taxas

Os escalões do Imposto Municipal sobre Transmissões (IMT) foram atualizados em 2%. Para habitação própria e permanente, a isenção total de IMT para jovens até aos 35 anos sobe para 330.539 €. Os restantes compradores continuam isentos até 106.346 €.

Já os não residentes enfrentam uma taxa fixa de 7,5% sobre qualquer aquisição, independentemente do valor do imóvel, a menos que o coloquem em arrendamento de longa duração.

Crédito Habitação: Garantia do Estado

A garantia pública do Estado mantém-se disponível para facilitar o acesso ao crédito habitação em Portugal, cobrindo até 15% do valor da casa (máximo de 450.000 €) para habitação própria e permanente. Isto permite financiar até 95% do imóvel, reduzindo a entrada inicial necessária.

Perspetivas Imobiliárias até 2027

O mercado imobiliário português continuará sob forte pressão até 2027, segundo projeções da Comissão Europeia e de analistas do sector. A escassez de oferta face à procura persistente deverá manter-se como característica central do mercado, condicionando tanto compradores como investidores nos próximos dois anos.

As previsões macroeconómicas do Banco de Portugal apontam para um crescimento económico de 2,3% em 2025, abrandando para 2,1% em 2026 e 1,7% em 2027. Este crescimento moderado, combinado com o défice habitacional existente, deverá sustentar a valorização dos preços das casas, especialmente nas zonas urbanas consolidadas de Lisboa, Porto e principais cidades regionais.

No que toca ao financiamento, as perspetivas são mais favoráveis para quem planeia comprar habitação em Portugal. A Euribor deverá estabilizar em torno dos 2% durante 2026 e parte de 2027, proporcionando previsibilidade nas prestações mensais. Esta estabilização representa uma janela de oportunidade para compradores que adiaram decisões durante o período de taxas elevadas em 2023-2024.

Para quem procura arrendar habitação em Portugal, o cenário mantém-se desafiante. A pressão nas rendas deverá prolongar-se até 2027, embora algumas medidas governamentais – como a subida do limite de dedução de rendas no IRS para 900 € em 2026 e 1.000 € em 2027 – possam trazer algum alívio fiscal.

Estrategicamente, este período exige planeamento: compradores beneficiarão da estabilidade das taxas, mas devem agir antes de eventual subida da Euribor prevista para o final de 2027. Investidores continuarão a encontrar procura robusta no arrendamento de habitação em Portugal, especialmente em zonas com boa acessibilidade e proximidade a serviços. A entrada faseada no mercado, aproveitando incentivos fiscais como o IVA reduzido para habitação nova, pode ser a abordagem mais inteligente.

O panorama da habitação em Portugal em 2026 exige atenção aos dados, discernimento perante as oscilações de mercado e capacidade de antecipar tendências que moldarão os próximos anos. Este guia percorreu a evolução recente dos preços das casas Portugal, as dinâmicas do arrendamento, os critérios essenciais para comprar ou vender, os programas públicos disponíveis e as alterações regulatórias em vigor. Além disso, é fundamental estar atento às novas oportunidades que surgem no setor, especialmente em regiões emergentes que prometem valorização. Para quem está buscando uma moradia, adquirindo conhecimento sobre o mercado e seguindo dicas para arrendar casa pode fazer toda a diferença na escolha adequada. Acompanhar as movimentações do setor imobiliário proporcionará uma vantagem competitiva, permitindo decisões mais informadas e estratégias alinhadas às necessidades individuais.

Reunir toda esta informação num só local permite-lhe comparar zonas, avaliar rendibilidades e preparar estratégias ajustadas ao seu perfil e calendário. Se procura entrar no mercado da habitação em Portugal nos próximos seis a doze meses – seja para habitação própria, arrendamento ou investimento – a chave reside em conjugar análise rigorosa com realismo sobre prazos, financiamento e expectativas de valorização.

O mercado imobiliário continuará a evoluir, mas com a base sólida aqui apresentada estará mais bem posicionado para navegar essas mudanças e transformar desafios em oportunidades concretas.

Perguntas frequentes

O preço mediano nacional atingiu 3.019 € por metro quadrado em dezembro de 2025. Lisboa lidera com 5.995 €/m², seguida pelo Porto (3.885 €/m²) e Funchal. Um apartamento T2 de 70 m² em Lisboa ronda os 420.000 €, refletindo a pressão contínua da procura sobre uma oferta limitada nos principais centros urbanos.

As rendas podem ser atualizadas até 2,24% em 2026 nos contratos existentes há mais de um ano. Uma renda de 600 € pode passar para 613,44 € (+13,44 € mensais), enquanto uma de 1.000 € pode atingir 1.022,40 €. Este coeficiente é significativamente inferior aos 6,94% de 2024, refletindo a desaceleração da inflação.

Comprar em 2026 beneficia da estabilização da Euribor próxima dos 2%, oferecendo previsibilidade nas prestações. No entanto, os preços das casas continuam a valorizar moderadamente (6-8% previsto). Quem adiar pode enfrentar subidas da Euribor no final de 2027 e preços superiores. A decisão depende da capacidade financeira atual e do rácio de esforço (ideal: prestação <35% do rendimento líquido).

Jovens até 35 anos beneficiam de isenção total de IMT até 330.539 € em 2026. O programa Porta 65 Jovem subsidia rendas para arrendamento. A garantia pública do Estado cobre até 15% do valor da casa (máximo 450.000 €), permitindo financiar até 95% do imóvel e reduzindo a entrada inicial necessária para habitação própria permanente.

Senhorios com rendas até 2.300 € mensais pagam apenas 10% de IRS sobre rendimentos de arrendamento, em vez dos anteriores 25%. Um senhorio que receba 1.000 €/mês paga 100 € de IRS em vez de 250 €, poupando 1.800 € anuais. Esta medida aplica-se a contratos novos e existentes, incentivando a oferta de arrendamento a preços moderados.

Arrendar gerou retornos médios de 6,5% no final de 2025, mas com disparidades regionais. Lisboa apresenta yields mais baixos devido aos preços elevados, enquanto Bragança e Coimbra lideram. Nas grandes cidades, os preços sobem mais depressa que as rendas, comprimindo margens. O investimento é mais atrativo em cidades médias e Interior, com yields superiores e procura crescente.

A Euribor deverá estabilizar em torno dos 2% durante 2026, com valores entre 2,10% e 2,17% dependendo do prazo. Para 2027, mantém-se a tendência de estabilidade até eventual subida no final do ano. Esta previsibilidade beneficia compradores com crédito habitação, embora não se antecipem cortes significativos por parte do BCE que reduzam substancialmente as prestações.

Os Açores valorizaram 20,1% em 2025, seguidos pela Madeira (14,6%) e Alentejo (14,3%), oferecendo oportunidades de valorização superior. Para arrendamento, cidades médias como Bragança e Coimbra apresentam yields mais atrativos. Zonas periféricas e interior têm preços mais acessíveis, adequando-se a quem procura melhor qualidade de vida ou diversificação de investimento fora dos grandes centros.

Além da entrada (mínimo 10-15% do valor), conta com escritura, IMT e imposto de selo, que somam 7% a 10% do valor da casa. Para um imóvel de 200.000 €, prevê 14.000-20.000 € em custos adicionais. Jovens até 35 anos estão isentos de IMT até 330.539 €. Simula sempre diferentes cenários e valida a capacidade de suportar estes encargos iniciais.

As projeções indicam valorização moderada de 6-8% em 2026, desacelerando face aos 6,8% de 2025. A escassez de oferta face à procura persistente sustentará a subida, especialmente em Lisboa, Porto e cidades regionais. O crescimento económico moderado (2,1% em 2026, 1,7% em 2027) e a estabilidade da Euribor criam um contexto de maior previsibilidade, sem expectativa de estagnação mas também sem escaladas abruptas.

Fontes e referências

  1. Preços das casas à venda em Portugal atingem novo recorde em 2025 – idealista
  2. Previsões para as taxas de juro em 2026 – Doutor Finanças
  3. Actualização de rendas em 2026 – idealista
  4. Valorização imobiliária na Madeira em 2025 – DNoticias
  5. Coeficientes de actualização de rendas – Portal da Habitação
  6. Mudanças na actualização de rendas em 2026 – Doutor Finanças
  7. Confiança dos agentes imobiliários em 2026 – idealista
  8. Euribor e investimento na habitação em 2026 – idealista
  9. Juros do crédito à habitação em queda – ECO Sapo
  10. Investimento imobiliário para arrendamento – DECO Proteste
  11. Rentabilidade do arrendamento em 2025 – Diário Imobiliário
  12. Programa Porta 65 Jovem – Portal da Habitação
  13. Alterações na habitação em 2026 – ECO Sapo
  14. Orçamento de Estado 2026 – Santander
  15. Taxa de IRS sobre rendimentos prediais em 2026 – Doutor Finanças
  16. IMT para não residentes – idealista
  17. Projeções macroeconómicas do Banco de Portugal – Banco de Portugal
  18. Pressão na habitação em Portugal até 2027 – idealista

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Rica Vida

Conteúdo produzido pela equipa Rica Vida, com base em investigação, validação interna e critérios editoriais orientados para o rigor e a clareza da informação.

Revisto por: João C.

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